A nova política nacional chinesa de embalagens verdes tem como alvo o setor do comércio eletrónico, exigindo que os principais retalhistas online adotem embalagens recicláveis e reutilizáveis para reduzir resíduos e emissões.
Iniciativa Nacional de Embalagens Verdes da China Pronta para Transformar a Logística do Comércio Eletrónico
10 de novembro de 2025 — A China anunciou uma política nacional abrangente para acelerar a adoção de embalagens ecológicas, com um foco particular nos setores em rápido crescimento do comércio eletrónico e logística. A medida visa reduzir o desperdício de plástico, promover materiais recicláveis e remodelar a forma como os retalhistas online embalam e entregam produtos em todo o país.
Impulsionar a sustentabilidade através da reforma do comércio eletrónico
Ao abrigo da nova iniciativa, liderada pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), as principais plataformas de comércio eletrónico como Alibaba, JD.com e Pinduoduo serão obrigadas a transitar para materiais de embalagem recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis até 2030. O plano introduz critérios claros de sustentabilidade para produtores de embalagens e retalhistas, incluindo relatórios obrigatórios sobre o uso de materiais de embalagem e taxas de recuperação.
Reduzir o desperdício nos sistemas de entrega online
Com o mercado de comércio eletrónico da China a gerir mais de 100 mil milhões de encomendas anualmente, o desperdício de embalagens tornou-se uma grande preocupação ambiental. O roteiro do governo delineia estratégias para padronizar práticas de embalagens verdes em armazéns, centros de entrega e logística de última milha. As empresas serão incentivadas a implementar sistemas de embalagens retornáveis e a usar tecnologia inteligente de rastreamento para monitorizar o uso circular.
Colaboração com os principais intervenientes do comércio eletrónico
Espera-se que os gigantes da indústria colaborem com inovadores de materiais e parceiros logísticos para desenvolver soluções escaláveis. Programas-piloto em cidades como Xangai e Shenzhen já estão a testar envelopes biodegradáveis, acolchoamento à base de papel e caixas de entrega reutilizáveis. Estes esforços visam não só reduzir o impacto ambiental, mas também melhorar a eficiência de custos através da padronização e automação das embalagens.
Implicações económicas e globais
A iniciativa prevê reduzir as emissões de CO2 relacionadas com embalagens em mais de 20 milhões de toneladas anualmente e posicionar a China como líder global em logística verde para comércio eletrónico. Como as marcas internacionais que vendem para a China também terão de cumprir estas normas, a política deverá impulsionar a inovação global nas cadeias de abastecimento de embalagens.
“O comércio eletrónico está na linha da frente da transição verde da China,” disse um porta-voz do MIIT. “A embalagem sustentável já não é uma opção — é a base da próxima fase de crescimento da economia digital.”
Perspetivas futuras
À medida que o ecossistema de comércio eletrónico da China continua a expandir-se, espera-se que a adoção de soluções de embalagem sustentáveis se torne um fator determinante na competitividade. Os retalhistas que inovarem cedo em eco-design e logística circular ganharão vantagens regulatórias e reputacionais no mercado em evolução.
Conclusão: O mandato de embalagens verdes da China sinaliza uma nova era para o comércio eletrónico, onde sustentabilidade e logística digital convergem para redefinir a operação do retalho online em grande escala.
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