As empresas europeias estão a liderar o desenvolvimento de revestimentos verdes para embalagens, com novas regulamentações da UE e inovações a impulsionar soluções de embalagens sustentáveis.
As empresas europeias estão na vanguarda do desenvolvimento de revestimentos verdes para embalagens
impulsionadas por novas regulamentações da UE, como o Regulamento de Embalagens e Resíduos de Embalagens (PPWR), que entra em vigor em agosto de 2026. Estas regulamentações incluem limites mais rigorosos para o conteúdo reciclado, metas de reciclabilidade, restrições de substâncias e proibições de plásticos de uso único, obrigando as empresas a inovar em soluções de embalagens ecológicas.
Entre os desenvolvimentos mais notáveis estão os revestimentos à base de plantas, livres de PFAS, que oferecem excelente resistência à gordura e à água. Os revestimentos também suportam a selagem térmica, tornando-os ideais para aplicações como embalagens para serviços de alimentação e take-away. A Xampla, uma desenvolvedora de materiais do Reino Unido, foi pioneira no desenvolvimento destes revestimentos à base de plantas, que foram comprovados em vários substratos de embalagem, são biodegradáveis e podem ser compostados em ambientes domésticos.
A nova geração de revestimentos barreira, desenvolvida com polímeros naturais como poli-hidroxialcanoatos (PHAs) e ácido poliláctico (PLA), visa prevenir a entrada de oxigénio e água em alimentos e bebidas embalados, garantindo a segurança do produto enquanto mantém a sustentabilidade. Estes materiais sustentáveis são também projetados para serem facilmente recicláveis e decompor-se em períodos curtos, respondendo à crescente procura dos consumidores por embalagens ecológicas.
Além disso, a Europa está a assistir a inovações em embalagens mono-material, como a colaboração entre a Siegwerk e a Borouge, que resultou numa embalagem stand-up totalmente reciclável usando o revestimento barreira de oxigénio da Siegwerk e tecnologia de desentintagem. Esta cooperação visa tornar as embalagens mais eficientes, económicas e recicláveis, particularmente para produtos alimentares secos como alimentos para animais e frutos secos.
Outro avanço vem da Finlândia, onde resíduos de café estão a ser usados para produzir um bio-corante renovável. Este desenvolvimento, possível graças à colaboração entre a Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere e várias empresas, oferece uma alternativa natural e renovável aos pigmentos sintéticos comumente usados na indústria de embalagens, reforçando ainda mais a sustentabilidade da produção de embalagens.
Em conclusão, as empresas europeias estão a fazer progressos significativos em inovações de embalagens verdes, com projetos focados em química renovável, soluções mono-material e revestimentos biodegradáveis. Estes esforços estão a ajudar a impulsionar a transição para uma indústria de embalagens mais sustentável, alinhada com as tendências ecológicas globais e as rigorosas regulamentações ambientais da UE.
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